Quem nunca queimou o cabelo — ou a paciência — tentando alisar os fios com uma chapinha qualquer? O mercado está cheio de promessas, mas poucas marcas conquistaram o respeito que a GHD tem hoje. E isso não aconteceu por acaso. Desde o lançamento da GHD Original, a marca britânica cravou seu lugar como referência em ferramentas térmicas. Só que agora ela tem concorrência dentro da própria casa: a GHD Gold, vendida como uma versão mais moderna e tecnológica. Mas será que ela justifica o investimento maior?
Na hora de decidir entre as duas, bate a dúvida. Afinal, ambas prometem temperatura ideal, proteção contra danos e resultados duradouros. Só que o que parece igual à primeira vista pode esconder algumas surpresas importantes. A gente testou as duas e agora vai te mostrar — sem filtro — tudo o que muda (e o que continua igual).
Design discreto, mas com retoques de sofisticação

De longe, você pode até achar que está segurando o mesmo modelo. As duas pranchas seguem a mesma linguagem visual da GHD: corpo preto fosco, linhas limpas e aparência profissional. Mas tem detalhe que só percebe quem já segurou uma e depois a outra.
A GHD Gold tem pontas mais afuniladas e placas com coloração cinza escuro, enquanto a Original mantém o visual mais clássico, com placas claras. Isso pode parecer só uma questão estética — e em parte é —, mas na prática essas mudanças ajudam a modelar ondas com mais facilidade, principalmente nas pontas.
Outro detalhe é que a Gold tem uma abertura ligeiramente mais ampla entre as placas, o que dá mais mobilidade nos movimentos. Quem já precisou fazer uma escova na correria sabe que isso faz diferença na fluidez do processo.
O peso das duas é quase igual, assim como o tamanho. Ou seja, não é uma mudança drástica de ergonomia, mas a Gold tem um toque mais moderno e, sim, mais confortável nas mãos.
Cerâmica de qualidade? As duas têm — mas não idêntica
A base do desempenho de qualquer prancha está nas placas. E aqui, as duas apostam na cerâmica flutuante, que distribui bem o calor e desliza sem puxar os fios. Mas tem uma nuance.
A GHD Gold tem placas um pouco mais largas, com 2,54 cm, enquanto a Original fica com 2,39 cm. Pode parecer pouca coisa, mas essa diferença te faz ganhar tempo: a cada passada, você pega um pouquinho mais de cabelo. Em uma rotina apertada, isso conta.
Ambas têm o revestimento protetor que evita o desgaste da cerâmica e prolonga a vida útil. Mas a sensação ao passar nos fios é um pouco mais suave na Gold, talvez pelo polimento mais recente do material ou pela leve melhora na flutuação.
Aquecimento: é aqui que o jogo começa a virar
Essa é, provavelmente, a parte mais importante da comparação. Porque é no controle térmico que a GHD Gold realmente se distancia da Original.
A GHD Original usa apenas um sensor de temperatura, posicionado em uma das placas. Isso significa que ela mantém a temperatura ideal, sim, mas com ajustes menos frequentes. Funciona bem, claro — a marca britânica não brinca com reputação. Mas ainda assim, existe um pequeno delay.
A GHD Gold tem dois sensores — um em cada placa —, trabalhando juntos para manter os 185 °C com muito mais precisão. Isso quer dizer que mesmo se você fizer várias passadas seguidas ou usar por um bom tempo, a temperatura se mantém constante nos dois lados.
Pra cabelos quimicamente tratados, frágeis ou descoloridos, essa estabilidade faz muita diferença. Evita aquele superaquecimento local que às vezes acontece sem a gente perceber, principalmente em áreas mais sensíveis, como pontas e franja.
Velocidade no aquecimento: uma diferença quase imperceptível

Sim, a GHD Gold aquece em 25 segundos. E sim, a Original demora 30. Mas vamos falar a real: quem mede 5 segundos quando tá desembaraçando o cabelo? A diferença existe, está no manual, mas no dia a dia não muda nada.
O que vale destacar é que a Original tem alerta sonoro quando atinge a temperatura, enquanto a Gold avisa apenas com uma luz. Pode parecer detalhe bobo, mas pra quem se distrai fácil, o som ajuda a não deixar a prancha parada, esquentando à toa.
Praticidade no uso? Empate técnico
Não tem erro aqui: cabo giratório de 2,7 metros nos dois modelos, o que significa liberdade total pra se mover — mesmo se a tomada estiver num lugar meio ingrato. Ambas têm voltagem universal, então pode levar na mala pra qualquer canto do mundo.
Mas atenção: nenhuma das duas é sem fio, e nenhuma vem com funda térmica de série. Isso é algo que você vai ter que comprar à parte, caso queira guardar a prancha ainda quente.
Segurança: você não vai queimar a casa
Os dois modelos contam com desligamento automático após 30 minutos de inatividade, o que dá uma paz enorme. Quem nunca saiu de casa e ficou se perguntando: “Será que eu desliguei a prancha?” Pois é. Aqui, esse medo não existe.
Mesmo que você esqueça, ela se desliga sozinha. Um alívio.
Serve pra qualquer cabelo?

Sim. Tanto a GHD Original quanto a Gold são projetadas pra funcionar bem em todos os tipos de cabelo — do mais liso ao mais volumoso, do mais saudável ao mais frágil. Mas tem um porém.
A tecnologia de sensores duplos da Gold garante uma estabilidade de calor mais constante, o que é especialmente importante em cabelos com química, pontas ressecadas ou danos acumulados. Isso evita aquele efeito “fritura” depois de algumas passadas a mais.
Nos cabelos mais grossos, a Gold também costuma entregar um alisamento mais uniforme com menos esforço, principalmente por causa das placas mais largas e do aquecimento mais estável. Não precisa ficar insistindo na mesma mecha — o que já reduz o tempo de exposição ao calor.
A diferença está nos detalhes — mas eles importam
Não dá pra dizer que a GHD Gold é uma revolução. Não é. Ela é uma evolução. E como toda boa evolução, é feita de detalhes. Nenhum deles, isoladamente, vai mudar sua vida. Mas juntos, criam uma experiência mais suave, mais rápida e mais segura.
Os sensores duplos fazem diferença no controle térmico. As placas um pouco maiores aceleram o processo. O design mais moderno ajuda no conforto. Tudo isso somado acaba te dando mais segurança e mais eficiência.
A GHD Original, por outro lado, segue firme como uma prancha excelente. É confiável, resistente, precisa. Mas não tem os refinamentos que a Gold foi ganhando ao longo do tempo.
No fim, a Gold entrega mais — mas não é pra todo mundo
Se você quer uma prancha premium e está buscando o melhor desempenho possível sem entrar nos modelos mais caros como a GHD Platinum+, a GHD Gold é a escolha mais equilibrada. Ela combina performance, cuidado com o cabelo e praticidade como poucos modelos no mercado.
Agora, se o seu cabelo é mais fácil de lidar, ou se você só usa a prancha de vez em quando, talvez a GHD Original já te atenda perfeitamente. E nesse caso, economizar faz sentido.
Mas se você alisa com frequência, tem fios danificados ou simplesmente quer um controle térmico mais preciso, vai perceber sim a diferença da GHD Gold — e vai gostar dela.
Porque às vezes, o que parece um pequeno upgrade… muda tudo na prática.


