Tem hora que o que a gente quer é um relógio que ajude de verdade no dia a dia, sem complicação e sem custar uma fortuna. Mas aí vem a dúvida: será que vale mais apostar num modelo cheio de funções ou em algo mais simples, leve e discreto? Foi exatamente isso que pensamos ao comparar o Redmi Watch 5 Active e o Samsung Galaxy Fit 3.
Os dois têm propostas diferentes, e isso fica claro logo de cara. Um é quase um mini celular pro seu pulso, com tela grandona e chamadas Bluetooth. O outro, uma pulseira esperta, que monitora sua saúde sem chamar atenção. Mas os dois prometem acompanhar sua rotina, do sono às caminhadas, da academia à reunião no escritório.
O que a gente vai fazer aqui é te mostrar o que cada um entrega de verdade. Porque falar que monitora frequência cardíaca e manda notificação, todo mundo fala. Mas e na prática? E quando você esquece o carregador ou quer correr sem levar o celular? Vamos destrinchar tudo: visual, tela, bateria, recursos extras e, claro, usabilidade real.
Estilo no pulso: você prefere presença ou descrição?

Esse é um daqueles casos em que o design fala muito sobre o que o produto quer ser. O Redmi Watch 5 Active tem cara de smartwatch mesmo — tela grande, estrutura retangular e pulseiras que parecem vindas de modelos bem mais caros. As dimensões são generosas: 49,1 mm de altura por 40,4 mm de largura, com 11,4 mm de espessura. Mas mesmo assim, ele é super leve: só 29,2 gramas sem pulseira.
Esse visual chama atenção, principalmente com as opções de cores como verde menta e dourado claro. É o tipo de acessório que entra no seu look sem pedir licença.
Do outro lado, o Galaxy Fit 3 tem uma proposta quase oposta. O corpo é bem mais enxuto: 42,9 x 28,8 x 9,9 mm, com 36,8 gramas. E aqui, o design é aquele típico de pulseira fitness, mais discreto, com visual minimalista. Quem não curte relógios chamativos e prefere algo que passe batido — até na hora de dormir — pode se dar melhor com esse estilo.
A sensação no pulso muda bastante. Um parece mais uma extensão do celular. O outro, só um lembrete de que você está se cuidando. A escolha aqui vai mais pelo gosto e estilo de vida do que por especificações técnicas.
A diferença que uma tela faz
Não tem como negar que a tela é um dos pontos mais importantes num wearable. O Redmi Watch 5 Active traz um painel AMOLED de 1,96 polegada com resolução de 502 x 410 pixels. A fluidez impressiona e o brilho chega a 600 nits, o que é ótimo para quem se exercita ao ar livre. Além disso, são mais de 200 mostradores disponíveis — ou seja, difícil enjoar.
A experiência visual aqui é bem próxima da de um smartwatch premium. Dá pra ler mensagem, ver batimentos, trocar música… tudo sem apertar os olhos.
No caso do Galaxy Fit 3, a proposta é mais contida. A tela AMOLED tem 1,6 polegada e resolução de 256 x 402 pixels. É uma tela menor, sim, mas com boa definição. As cores são vivas, e os textos ficam nítidos o suficiente pra quem só quer consultar as calorias ou ver quantos passos já deu.
A diferença, na prática? Se você quer algo para interagir mais, o Redmi entrega melhor. Se só precisa dar uma espiada rápida nas informações, o Fit 3 resolve.
Quando o assunto é saúde e exercício, quem vai mais longe?

Ambos têm os sensores básicos esperados hoje em dia: monitoramento de frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO2) e análise de sono. Mas é no resto que as intenções mudam.
O Redmi Watch 5 Active oferece mais de 150 modos de treino. Isso mesmo. Desde caminhada simples até modalidades específicas como HIIT ou esportes de inverno. E o melhor: ele tem GPS integrado. Ou seja, dá pra sair correndo sem o celular e mesmo assim ver o mapa da sua rota depois.
A resistência à água também é de 5 ATM, então piscina não é problema.
No Galaxy Fit 3, o foco é no essencial. Ele também mede batimentos, SpO2 e ainda inclui um recurso útil de detecção automática de caminhada com mais de 10 minutos. É prático, especialmente pra quem esquece de iniciar manualmente os treinos. Mas ele não tem GPS próprio. Isso significa que você vai depender do celular pra mapear corridas e pedaladas.
Ah, e o número de atividades suportadas é bem menor. Se você faz um tipo de treino menos comum, pode sentir falta de opções no app.
Conectividade e funções que vão além da academia
É aqui que as diferenças começam a ficar mais evidentes. O Redmi Watch 5 Active permite atender chamadas via Bluetooth, usar assistente de voz e até controlar a câmera do celular remotamente. Coisas simples, mas que mudam bastante o uso no dia a dia.
Ele funciona quase como um smartwatch de verdade — daqueles que substituem algumas funções do telefone.
O Galaxy Fit 3, por outro lado, mantém as funções básicas: notificações, controle de música, alarmes, previsão do tempo. Mas não dá pra atender ligações nem falar com assistente virtual. Isso limita um pouco quem quer mais independência do celular.
Vale lembrar que o Fit 3 tem integração profunda com celulares Samsung. Então, se você já usa um Galaxy, a experiência é mais coesa. Mas se não, a vantagem some.
Bateria: quantos dias longe da tomada você quer?
Esse é um ponto que pesa, especialmente se você odeia ter que lembrar de carregar o relógio o tempo todo. O Redmi Watch 5 Active tem uma bateria de 470 mAh, que promete até 18 dias de uso leve e cerca de 12 com uso moderado. Mesmo com GPS e tela grande, a autonomia é excelente.
Dá pra esquecer o carregador em casa numa viagem curta, sem passar aperto.
Já o Galaxy Fit 3 vem com bateria de 208 mAh, com promessa de até 13 dias, mas… a realidade é um pouco diferente. No uso real, especialmente com a tela sempre ativa, ele segura entre 7 e 8 dias.
Não é ruim, mas não chega perto da autonomia do Redmi. E pra quem usa GPS via celular ou recebe muitas notificações, esse número cai ainda mais.
Compatibilidade e integração com o seu celular

Esse aspecto pode parecer técnico, mas na prática faz diferença. O Galaxy Fit 3 é todo feito pra funcionar dentro do ecossistema Samsung. A integração com o Samsung Health é automática, o pareamento é simples e tudo funciona meio que sem você perceber.
Mas… se você usa outro celular, como um Xiaomi, Motorola ou iPhone, a experiência perde fluidez. Ainda funciona, claro, mas com menos magia.
Já o Redmi Watch 5 Active funciona bem com Android e iOS, usando o app Mi Fitness. Ele não depende de um ecossistema, então a experiência é mais consistente em qualquer celular.
Quem já está no mundo Galaxy talvez aproveite melhor o Fit 3. Mas se você quer liberdade pra mudar de celular sem se preocupar, o Redmi é mais flexível.
Conclusão: o Redmi entrega mais, sem custar mais
Vamos ser diretos? Comparar esses dois modelos foi mais fácil do que imaginávamos. Porque, apesar das propostas diferentes, o Redmi Watch 5 Active oferece mais — em quase todos os aspectos que importam.
Ele tem uma tela muito maior e mais brilhante, GPS próprio, suporte a chamadas e assistente de voz, uma bateria que dura quase o dobro e mais de 150 modos de treino. É praticamente um smartwatch completo, mas com o preço de uma pulseira fitness.
Já o Galaxy Fit 3, embora confortável, leve e discreto, parece limitado demais. Ele funciona bem no básico e se integra melhor com celulares da Samsung, mas deixa a desejar em recursos que fazem diferença no uso diário. Especialmente se você quer deixar o celular em casa na hora da corrida, ou se não tem um Galaxy no bolso.
Talvez o que mais nos surpreendeu foi o quanto o Redmi conseguiu equilibrar recursos avançados com um preço acessível. Não parece um modelo “barato” — parece só um bom relógio. Ponto. Já o Fit 3, por mais simpático que seja, parece sempre entregar menos do que poderia.
No fim das contas, se a ideia é ter mais por menos, o Redmi leva essa disputa com folga.


